Uma mulher brasileira foi presa na Coreia do Sul sob suspeita de perseguir Jungkook, integrante do grupo de k-pop BTS. A prisão ocorreu após a suspeita descumprir a Lei de Combate ao Stalking ao ir repetidas vezes até a residência do cantor, provocando confusão e arremessando correspondências. Essa não foi a primeira tentativa de aproximação: a suspeita já havia comparecido ao endereço em duas ocasiões anteriores, em dezembro. Diante dos episódios, a equipe de Jungkook solicitou uma ordem de restrição para evitar novos contatos. A mulher acabou presa em flagrante e o caso segue sob investigação.

    A prisão da brasileira é apenas um dos episódios envolvendo invasão de privacidade por fãs obsessivos conhecidos como “saesangs”. Em junho passado, uma mulher chinesa foi presa após tentar acessar repetidamente o prédio onde Jungkook mora. Em outubro, uma sul-coreana foi encaminhada ao Ministério Público por suspeita de invadir a área de estacionamento do imóvel. E em novembro, uma japonesa foi denunciada após tentar forçar a fechadura da residência. Esses episódios são apenas alguns exemplos da tensão entre fãs e artistas, que muitas vezes resultam em situações inesperadas e problemáticas.

    Jungkook já havia se pronunciado publicamente sobre os perigos representados por fãs obsessivos e reforçou a necessidade de respeito à sua vida privada. A prisão da brasileira é um reflexo da necessidade de estabelecer limites e garantir a segurança dos artistas. De acordo com a Delegacia de Polícia de Yongsan, a mulher foi presa por descumprir a Lei de Combate ao Stalking e o caso segue sob investigação. As autoridades locais estão trabalhando para esclarecer os fatos e garantir que a ordem seja restaurada nos arredores da residência do cantor.

    A situação reforça a importância de respeitar a vida privada dos artistas e reconhece a necessidade de estabelecer protocolos para lidar com fãs obsessivos. Embora a prisão da brasileira seja um caso isolado, ela é um reflexo da tensão que pode existir entre fãs e artistas. No futuro, é provável que a indústria do entretenimento continue a buscar formas de equilibrar o direito dos fãs de se expressar com a necessidade de respeitar a vida privada dos artistas.